29 agosto 2006

Burrice sob o sol

Estava vendo preços de imóveis por aqui nesses dias e me espantei como a especulação imobiliária está mais louca do que nunca. O litoral não pertence mais aos nativos, que estão vendendo tudo para esses gringos sem futuro. Mas, para imóveis urbanos, o preço também está na estratosfera, vide o metro quadrado em Ponta Negra, a nossa Riviera, Beverly Hills... ha ha ha.

Das capitais do Nordeste, Natal sempre teve um dos metros quadrados mais caros para apartamentos. Com a mesma grana que se gasta em um apê, pode-se compra uma casa boa. O povo colocou na cabeça que morar em apartamento dá mais estatus e as construtoras e imobiliárias começaram a cobrar a altura. Como o povo aqui é "inteligente" foi comprando a idéia e pagando o que eles pediam, o resultado foi um mercado inflacionado com preços irreais, que nunca baixou, piorando com a vinda do euro.

Com a sanha do povinho de aparecer e se mostrar, logo logo surgiram "concursos" idiotas do melhor apartamento de Natal, do prédio mais caro, do condomínio mais salgado etc. O nome do prédio era sinônimo de grife: moro no varandas, moro do da vinci, moro nos corais etc. Festas nessas plagas eram disputadíssimas, onde o fato de estar lá era a redenção para os babões.

Em breve teremos a jóia da coroa: o condomínio Aplhavile, onde os bossais de plantão vão lá comprar seus quinhões por preços fora da realidade, fazendo rir os donos de imobiliárias e construtoras.

Pagar a mais pelas coisas nessa cidade sempre foi uma constante, ninguém nunca se tocou e sempre o fez pensando em aparecer. Meus próximos blogs vão citar mais casos.

Por isso digo: Ô povinho burro.

7 comentários:

Galego de Campina disse...

"Sidade" foi foda! Mas erros craSSOs à parte, acho que o q vc diz é bastante correto. O problema é que vc simplificou demais e "esqueceu" de mencionar a idéia (das principais) que ajuda a vender apartamentos (e não casas) e condomínios fechados: segurança. A paranóia chegou ao paraíso faz tempo...

Biu do Olho Verde disse...

O foda é essa "lógica" da migração interna. De vender terreno na orla e migrar para o "interior". Vende-se 10x mais caro pra comprar o terreno no interior 10x mais caro tmbm ou então ir morar no cafundó dos judas. Great. Vantagem da porra.
E por último, meu amigo galego, vá trepar pra ver se tu fica mais sociável, vá!

Biu do Olho Verde disse...

Só uma coisa que eu esqueci de falar.
O povo fala de Natal, pelas praias, pela tranquilidade etc.
Só que ao lado, em João Pessoa, tem tudo que Natal tem, só que tudo mais barato.
Província por província...

Galego de Campina disse...

HAHAHA! É verdade, acho que isso resolveria TODOS os meus probLemaSSSS... ;P

biloca de ferro disse...

Segurança é apenas um ponto. Apartamentos sempre foram vendidos como status, bem antes da paranóia chegar. Desde pequeno que vejo isso.

Anônimo disse...

Achei esse artigo pra lá de ingênuo. Talvez nao ingenuo, mas ao menos simplista em excesso.

Colocar o alto preco dos imoveis, em espewcila os apartmanetos, como se fosse uma questa de moda ou grife é tentar resumir demais a raiz do problema.

Primeiro de tudo a acho que tem de ser visto é que o espaco fisico de natal já esdta praricamente todo ocupado. Alguem ai falou em joap pesso, mas o fato é que lá exisyte muito mais espaço livre do que aqui. Nao éw dificil notar os espacos vazios no meio da cidade na capoital paraibana. ENtao, so o fato de ser mais escasso aqui eleva o preco.

Acho que o galego de campina chegou muiot perto quando disse que o centro da questao nao é a venda do status mas sim de uma pretensa segurança. Apesar de eu mesmo acreditar nesta maior seguranca (nao estou dizendo infalibilidade) como um fato.

A valorizacao por conta dos gringod que estao comporando nossos terrenos, em espceial os da rola, em dinhEURO eu acho que nao preciso nem explicar.

E o lance de ver uma grife e facilmente explicada nao so em natal como em outras cidades pelo fato que ninguem vai por anuncio na tv sobre apenas uma cas construida e que esta a venda. Quem conmhece o precos de um comercial de 30 segundos na tv sabe que é economicamente inviável. Os apartamentos sao vendidos desta maneira pq eles podem ser vendidos assim. Se isso fosse possivel e vivael com casa individuais vc pode ter certeza que seria. Mas veja que isso acontece nao somente com apartamentos de grife mas tb com condominios fechados e, em menor escala, em conjuntos e lotes em bairros mais perifericos, sendo que esses dois últimos a gente nao pode dizer que sejam lá um simbolo de status.

matraca trica e fofoquinh disse...

Achei esse artigo pra lá de ingênuo. Talvez nao ingenuo, mas ao menos simplista em excesso.

Colocar o alto preco dos imoveis, em espewcila os apartmanetos, como se fosse uma questa de moda ou grife é tentar resumir demais a raiz do problema.

Primeiro de tudo a acho que tem de ser visto é que o espaco fisico de natal já esdta praricamente todo ocupado. Alguem ai falou em joap pesso, mas o fato é que lá exisyte muito mais espaço livre do que aqui. Nao éw dificil notar os espacos vazios no meio da cidade na capoital paraibana. ENtao, so o fato de ser mais escasso aqui eleva o preco.

Acho que o galego de campina chegou muiot perto quando disse que o centro da questao nao é a venda do status mas sim de uma pretensa segurança. Apesar de eu mesmo acreditar nesta maior seguranca (nao estou dizendo infalibilidade) como um fato.

A valorizacao por conta dos gringod que estao comporando nossos terrenos, em espceial os da rola, em dinhEURO eu acho que nao preciso nem explicar.

E o lance de ver uma grife e facilmente explicada nao so em natal como em outras cidades pelo fato que ninguem vai por anuncio na tv sobre apenas uma cas construida e que esta a venda. Quem conmhece o precos de um comercial de 30 segundos na tv sabe que é economicamente inviável. Os apartamentos sao vendidos desta maneira pq eles podem ser vendidos assim. Se isso fosse possivel e vivael com casa individuais vc pode ter certeza que seria. Mas veja que isso acontece nao somente com apartamentos de grife mas tb com condominios fechados e, em menor escala, em conjuntos e lotes em bairros mais perifericos, sendo que esses dois últimos a gente nao pode dizer que sejam lá um simbolo de status.