15 abril 2007

Viçano 2

Já faz tempo que perdí o bonde do que queria dizer na sequência do meu texto anterior, mas não faz mal, cheguei à conclusão que se aplica ao caso a máxima "não existe foda adiada, senão uma foda perdida"! E com isso em mente, toca a andar que o tema é amplo pra divagações.

Ontem mesmo fui testemunha da atividade de um espécime feminino bastante frequente em locais turísticos: "a encantadora de serpentes". Ao contrário de sua versão liberada (ainda que hipócrita), "a rampeira de fronteiras", ela provoca o cidadão, induzindo-o na idéia de que haverá festa na floresta, mas no final...nem água!

A "encantadora de serpentes", conhecida em inglês por 'dick teaser', apresenta o seguinte modus operandi: mostra-se bastante disponível ao assédio em bares, butecos, ou onde quer que se encontre. Responde a cada galanteio de forma provocativa e estimulando a sua continuidade e repetição, deixando sempre no ar a idéia de que "adubando, dá". Na verdade, não fazem falta galanteios, pois ela, muito sensual e inteligente, utilizará QUALQUER bobagem dita, qual Tyler Durden (1) do sexo (em versão feminina, claro!), de modo a levar a sua vítima a crer-se o rei dos conquistadores.

Ainda estou em processo de colecta de dados, pendente de entender até que ponto ela necessita de estar em companhia de amigas (não necessariamente da mesma sub-espécie). Neste caso, em particular, parece-me que poderá haver existido alguma interferência (bias) na amostragem comportamental descrita, pela constatação do fenômeno vulgarmente conhecido como "a presença de empatas-foda".

Facto é que até o horário de fecho do digno e apertadíssimo estabelecimento embriagatório onde nos encontrávamos, houve um contínuo estímulo da libido alheia, por parte do nosso objeto de estudo, culminando na frase "o nosso caminho é por aqui" (indicando um hotel onde esta, e suas 2 acompanhantes, se encontravam hospedadas até a manhã seguinte, quando abandonariam a cidade).

Na maioria dos casos de ataque deste espécime, reporta-se a ocorrência de elevada actividade onanística, por parte de suas vítimas. Desconhecem-se, no entanto, as consequências do episódio aqui descrito. Na nossa próxima resenha, trataremos de descrever, de forma mais breve e menos (pseudo) científica a atividade da "rampeira de fronteira" também conhecida como "rampeira da divisa" (de extremoz, do RN com a Paraíba, etc...)


(1) Se desconhece esse nome, crie vergonha na cara e passe a ver filmes "de futuro", energúmeno(a)!!! [pela igualdade de oportunidades!]

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